PNDH-3 e as mentiras de Alexandre Garcia

Publicado originalmente no Blog do Tsavkkko – The Angry Brazilian

“Amplo debate nacional? Eu não ouvi falar…”
Palavras de Alexandre Garcia no Bom (péssimo) dia Brasil.

Link para o vídeo das barbaridades do “jornalista”

É assim que começa o falatório absurdo de Alexandre Garcia, para os que tiveram estômago de aguentar tantas barbaridades, parabéns.

O colunista (sic) da Globo, representante ilustre do PIG, talvez não saiba, mas foram realizadas, desde 2003, mais de 50, repito, CINQUENTA, conferências nacionais sobre Direitos Humanos que culminaram no PNDH-3.

“O texto incorporou também propostas aprovadas em cerca de 50 conferências nacionais realizadas desde 2003 sobre tema como igualdade racial, direitos da mulher, segurança alimentar, cidades, meio ambiente, saúde, educação, juventude, cultura, etc

Além destas CINQUENTA conferências, dezenas de consultas locais foram realizadas com a participação de 14 mil pessoas – sem dúvida, alexandre Garcia não era uma delas, afinal, não se interessa pelo tema. Tampouco a figura se dignou a dar uma rápida olhada no documento, disponível por quase um ano no site da SEDH.

A participação social na elaboração do programa se deu por meio de conferências, realizadas em todos os estados do país durante o ano de 2008, envolvendo diretamente mais de 14 mil pessoas, além de consulta pública. A versão preliminar do programa ficou disponível no site da SEDH durante o ano de 2009, aberto a críticas e sugestões.

Além disso, não sabe o piadista que 31 dos 37 ministros assinaram o documento? Como assim ninguém foi consultado?

Realizaram-se 137 encontros prévios às etapas estaduais e distrital, denominados Conferências Livres, Regionais, Territoriais, Municipais ou Pré-Conferências. Participaram ativamente do processo cerca de14 mil pessoas, reunindo membros dos poderes públicos e representantes dos movimentos de mulheres, defensores dos direitos da criança e do adolescente, pessoas com deficiência, negros e quilombolas, militantes da diversidade sexual, pessoas idosas, ambientalistas, sem-terra, sem-teto, indígenas, comunidades de terreiro, ciganos, populações ribeirinhas, entre outros.

Fica clara a tentativa torpe da Globo e do PIG em geral de manipular, mentir descaradamente sobre o PNDH-3 através de todos os meios possíveis.

O PIg inteiro, aliás, sabe que o Programa Nacional de Direitos Humanos não é invenção do atual governo, mas parecem esquecer-se convenientemente. Diz Paulo Sérgio Pinheiro, insuspeito:

“Não foi o presidente Lula quem inventou isso. “Essa é a terceira edição do
programa. Os dois anteriores, lançados em 1996 e em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, tinham a mesma abrangência do programa que está sendo debatido agora. E tanto Lula quanto Fernando Henrique acertaram, porque direitos humanos não abarcam apenas direitos civis e políticos, como se imagina. Eles abrangem também questões como a fome, o racismo, gênero, distribuição de renda, salário, acesso à cultura, proteção das crianças contra a violência e muitas outras coisas.”

“Tudo foi feito de maneira séria e democrática. A conferência nacional de direitos humanos, realizada em dezembro de 2008 e de onde saíram as diretrizes do programa, foi precedida de conferências estaduais por todo o País. Os debates foram abertos e sem cartas marcadas. Em São Paulo a conferência foi organizada pelo governo de José Serra, com o secretário de Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey”.  “Mais tarde foram redigidas quase uma dúzia de minutas, para novas discussões. Todos os ministérios discutiram e concordaram, com exceção de Nelson Jobim.

Em país decente isto seria crime. Isto não é jornalismo. E depois ainda tentam me convencer da necessidade de diploma para exercer o jornalismo…. É preciso de diploma para mentir?

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2 Respostas para “PNDH-3 e as mentiras de Alexandre Garcia

  1. Se forem feitas todas as alterações prevista no Plano, talvez você não possa mais exprimir suas opiniões, como fez aqui…isso, enquanto sua casa ou fazenda está sendo desapropriada. É Hugo Chavez fazendo escola no Brasil. Prefiro ser um pobre livre no capitalismo, do que um pobre sem liberdade no socialismo ditatorial.

  2. Ou você não leu o PNDH-3 ou é mal intencionado.

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